sábado, 26 de fevereiro de 2011

The wind is low the birds will sing...

O que você fez no seu aniversário de 22 anos? O que você pretende fazer?
O meu aniversário de 22 anos foi o mais diferente e o mais especial que eu vivi.
Eu tinha duas opções: ficar em Chandigarh e fazer uma festa com todos daqui, ou viajar e passar meu aniversário só com algumas pessoas (bastante importantes, que eu sei que iriam onde eu fosse para comemorar esse 20 de fevereiro). Mesmo que você não me conheça, mas tenha lido algum dos muitos postes desse blog, sabe qual foi a decisão que tomei!
Eu tinha mais de uma opção de lugar para ir, mas a minha decisão foi tomada cuidadosamente, após muito estudo sobre os lugares. Foi mais ou menos assim:
-Flávia, sabia que quando os Beatles vieram pra Índia, meditar, eles foram pra Rishikesh? E ainda escreveram 48 músicas lá. Todas as do White Album foram escr...
-É PRA LÁ QUE A GENTE VAI.  SIMBORA ARRUMAR ESSAS MOCHILAS, PESSOAL!
Poucas horas depois desse diálogo elaboradíssimo, um amigo Indiano veio nos (nos = eu, brasileiro, peruano, holandesa) buscar e fomos para Rishikesh.  Doze pessoas de diferentes países foram juntas para essa cidade a aproximadamente cindo horas de Chandigarh. Indianos, Holandesa, Peruano, Colombiana, Polonesa, Chinesa, Croata... tudo isso por conta de uma Brasileira aí.
No sábado conhecemos a cidade. Rishikesh é uma cidade sagrada, aos pés do Himalaya, cortada pelo rio Ganges. É considerada a capital mundial da yoga e meditação e durante todo o dia e em todos os lugares, pode-se ver pessoas meditando e fazendo yoga. É um lugar lindo e tranqüilo que traz um sentimento muito bom.
Lá pras 23h fomos todos para o teto do hotel esperar que chegasse meia noite, e começasse oficialmente o dia do meu aniversário. Como comentei antes, Rishikesh é uma cidade sagrada, por isso, mesmo que não seja proibida a venda de bebidas alcoólicas, não é lá muito fácil comprá-las. Essa mesma justificativa não cola quando o assunto é bolo! ( Queridos moradores de Rishikesh, não tem NADA de errado em fazer um bolinho para vender de vez em quando, né? Fica a dica!) Meus amigos indianos, convencidos em me dar um aniversário inesquecível, pegaram o carro e foram para uma cidade à uma hora de distância para comprar bolo e cerveja. Bolo inteiro não tinha, eles compraram várias fatias (de sabores diferentes) e as juntaram formando um bolo só; cerveja tampouco estava na promoção, então foram cinco cervejas para 12 pessoas.  Das cinco, uma foi quebrada pela holandesa. Problema nenhum! Aqui quando algo de vidro é acidentalmente quebrado significa boa sorte!
A vista do teto do hotel era inacreditável! O Rio Ganges na frente, as montanhas nos cercando e o céu, que estava especialmente bonito nesse dia.
E, enfim, começou oficialmente o dia do meu aniversário: meia noite em ponto. Nos abraçamos; cantamos parabéns, não cortamos o bolo (haha), todos pegaram suas fatias e me deram a primeira mordida de cada uma (tradição indiana). Eu olhava ao meu redor e não acreditava o que estava acontecendo: eu estava no Himalaya! Aquelas montanhas, o céu, a lua, o barulho suave do rio sagrado, todas aquelas nacionalidades que em tão pouco tempo me queriam tão bem... me levantei e fui para um lugar mais afastado. Na minha frente só havia montanha, céu e rio; me ajoelhei. Entre meus amigos  havia hindus, sikhs, ateus, agnósticos... todos entenderam instantaneamente e respeitaram com o silêncio o que eu fazia: agradecia ao meu Deus. E isso foi apenas o começo de um grande dia que começara mas continuava na escuridão. Fomos para o quarto e, com meus três amigos mais próximos comemoramos novamente, dessa vez do nosso jeito: com muita muita muita risada!
De uns tempos pra cá tenho tido muita vontade de meditar. Sorte a minha que não tinha melhor lugar que este! Acordamos muito cedo e fomos para a beira do rio, lá já estava, em meditação,  metade dos moradores da cidade. Depois de muitas lições do instrutor, tive a oportunidade de embarcar em um profundo e silencioso mergulho em mim mesma! Nem meu vocabulário nem minha forma de escrever chegam perto de ser suficiente para descrever essa experiência! ( Experimente!).
Quando estávamos atravessando o rio alguém grita: “Flávia, olha Romeu e Julieta!”. Olho para o rio e vejo dois patos. Os indianos me explicam que só existem esses dois patos nessa parte do rio e que vê-los juntos é sinal de MUITA sorte! Eles são a reencarnação de Romeu e Julieta, e as pessoas estavam realmente muito felizes de estar vendo eles juntos! Bem, é fato que é melhor ter sorte vendo patos do que estourando cerveja no chão! Mas os dois no mesmo dia (ainda mais no seu aniversário) é melhor ainda! haha

 Tomamos café da manhã e fomos para meu terceiro presente de aniversário: subir o Himalaya! (EU SUBI (N)O HIMALAYA NO MEU ANIVERSÁRIO DE 22 ANOS!) Subimos por uma hora e chegamos em uma cachoeira. A beleza daquele lugar eu posso tentar mostrar em uma foto, mas a tranqüilidade que ali habita, desculpem-me, mas vocês terão que vir para a Índia para entender.

A vista do Himalaya no Himalaya

Voltamos para a cidade e fomos almoçar. No caminho para o restaurante encontramos um Baba conhecido dos meus amigos indianos. Todos tentaram me explicar o que exatamente era um baba: definitivamente SEM sucesso. Juntando tudo o que todo mundo disse, o Baba é um homem humilde, de bom coração, muito evoluído espiritualmente e de enorme sabedoria. Não existem muitos Babas no mundo, e a gente ter encontrado esse Baba conhecido no caminho foi maravilhoso. Fomos para a varanda do lugar onde ele mora, sentamos no chão e escutamos palavras sábias do Baba. Ele me deu de presente de aniversário um Japamala ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Japamala ) e me abençoou. Antes de sair me falou: “Sathya Sai Baba diz que o caminho para Deus é que você comece o dia com amor, viva o dia com amor, preencha o dia com amor e, ao fim, termine o dia com amor, não esquece nunca isso, viu menina? Espero que você tenha gostado do presente!”. Mal sabe o Baba que o melhor presente foram essas palavras finais...


Com o Baba
 
Durante o almoço (em um restaurante lindo) um dos indianos disse que eu tinha que ir me molhar nas águas sagradas do Ganges para agradecer aos deuses e pedir bênçãos.  (A verdade é que eu jamais sairia dali sem colocar os pés no Ganges, né!?). Comemos e descemos para o rio. Tirei meu sapato e fui entrar no Ganges. Nesse momento um amigo me diz:
-Flávia, pára e pensa bem!  Estás prestes a tocar na água do rio Ganges!
Parei. Refleti. Busquei significados. Entrei. Passei alguns minutos ali absolutamente emocionada. Então, o amigo que sugeriu que eu entrasse no rio fala: “Pede bênçãos aos deuses!”. Em um ato automático me abaixei, molhei minha mão direita e fiz o sinal da cruz! Só percebi o que tinha feito quando vi todo mundo rindo! Ri também! “Isso é que é unir as culturas e as religiões!” – alguém comentou! De fato... Tenho certeza que Deus, Bhrama, Shiva e Vishnu também riram muito lá no céu!  hahaha
Depois, fomos todos para o templo hindu à beira do rio para que eu recebesse uma bênção especial do sacerdote. Subimos até o último andar do templo onde estavam os sacerdotes esperando a última benção do dia, que por extremo acaso (ou não, como falei no post passado) era eu. Entrei no pequeno espaço de adoração com um amigo indiano que traduzia para mim o que estava acontecendo e o que eu deveria fazer. Todos os meus outros amigos ficaram do lado de fora observando tudo. O ritual levou aproximadamente 15 minutos, mas  lá dentro parecia um tempo enorme! Tinha fogo, incenso, flores e um sentimento muito bom de que, na crença deles e do jeito deles, muitas coisas boas me estavam sendo desejadas. Ao fim, amarraram um cordão vermelho em mim, cordão esse que quando sair do meu braço não será pelas minhas mãos, e será guardado com o mesmo carinho que eu senti naquele ritual. Quando sai, abracei meus amigos e descemos todos os andares do templo em silêncio, pensando na energia daquele lugar e daquele ritual. 
Ritual no Templo Hindu

Fomos para o mercado de onde originou alguns presentinhos que ganhei, jantamos em um bom restaurante, nos arrumamos, e voltamos para Chandigarh. Voltamos com as mesmas mochilas, no mesmo carro, do mesmo jeito... mas agora pessoas, por algum motivo, diferentes. E acredite: essa diferença, para mim, vai muito além da mudança de um número ao responder a um “Quantos anos você tem?”.
E só pra terminar a música:
... that you are part of everything.
Dear Prudence - The Beatles. Composta em Rishkesh em 1968

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar...

Quando eu viajo (principalmente quando sozinha) eu tenho a oportunidade de perceber como a palavra “coincidência” é um dos maiores erros da humanidade. Minha jornada para a Índia me fez pensar bastante sobre isso!
O primeiro vôo foi Recife – Lisboa; cheguei na terra das pessoas mais grossas e do azeite mais gostoso do mundo absolutamente exausta! Tinha que esperar lá mais ou menos 10 horas para pegar meu vôo para Madrid. Queria ficar acordada esse tempo, mas simplesmente não conseguia! Coloquei meu despertador para uma hora antes do embarque, me amarrei na minha mochila e dormi. Bem, acho que estava cansada demais e simplesmente não ouvi o despertador! Estava sonhando com sáris e vacas quando alguém aparece na minha Índia imaginária e me empurra: caio na vida real com as palavras em vermelho ULTIMA CHAMADA PARA EMBARQUE. Corro para a fila de embarque e encontro um último passageiro entregando seu ticket; sim, eu fui a última pessoa a entrar no avião. Àquele que me empurrou no meu sonho: muito obrigada.
Com Feioso, companheiro fiel de viagem, saindo do Recife.
Chego no aeroporto de Madrid e saio conversando com todos que aparecem pela frente! Estava com saudade de falar castellano e se a parede respondesse em castellano falaria com ela! Matei a saudade da maravilhosa comida espanhola, comprei um livro sobre a história recente da Índia e fui descansar. De madrugada um vôo estava em check in exatamente ao lado de onde eu estava dormindo; uma passageira não estava podendo entrar com sua bagagem de mão pois era grande demais.  Depois de muito conversa com os funcionários da companhia a mulher se convenceu que não tem jeito: vai ter que tirar algumas coisas da mala. Ela abre sua mala de mão e tira vários Toblerones de diferentes sabores, olha para mim, que acompanhava toda a cena como quem assiste à uma série de TV, e me dá todos os chocolates! Às regras de limite de bagagem de mão: muito obrigada!!!
 Pela manha, peguei um avião para Zurique que atrasou aproximadamente uma hora. Em Zurique eu tinha que pegar o avião para Delhi e as chances de eu perder esse vôo aumentava a cada minuto de atraso. Quando o avião enfim pousou no aeroporto de Zurique só faltavam 10 minutos para meu vôo para Delhi. Eu tinha certeza que não conseguiria pegar esse avião. Saí da aeronave, encontrei uma funcionária da minha companhia e fui logo dizendo que perdi dois vôos por conta desse atraso. Ela olha em um papel e me diz: “Esse vôo para Delhi vai atrasar por 30 minutos, se você correr ainda consegue pegar!”. Bem, entre escadas rolantes, esteiras, saco de dormir caindo, metrô e muita correria eu encontro meu portão de embarque fechado. Uma funcionária me vê correndo e pergunta: “Você veio de Madrid? Já estávamos tirando sua mala! Que bom que você chegou a tempo!” Fui a última a entrar no avião, mas ENTREI! À minha instrutora de Pilates: muito obrigada, eu não conseguiria correr tudo isso com 10 quilos nas costas sem você! haha
Poucos eram os não-indianos dentro do avião! Me sentei justamente perto de um desses não-indianos. Praticamente ninguém falava português no avião, o não-indiano no qual eu me sentei perto é um Russo que ama o Brasil, conhece mais músicas brasileiras do que eu, fala um português quase perfeito, tem um projeto com crianças carentes no Brasil e vai para lá sempre. Ele é judeu e tem muita vontade de levar seu projeto para o Recife; tudo o que queria era algum contato com alguém que trabalhe na sinagoga do Recife. Sim, eu tenho um amigo que trabalha na sinagoga do Recife! Vai passar duas semanas na Índia e nos últimos dias vai para Chandigarh, para o casamento de um amigo indiano! (Sim, você conhece esse nome de algum lugar, Chandigarh é a cidade que eu moro!!!) E quem não quer participar de um casamento indiano? Ao projeto Ticún Brasil e às cadeiras enumeradas do avião: muito obrigada!
Depois de horas finalmente chego ao aeroporto de Delhi. Eu deveria pegar minha mala apenas em Chandigarh, mas já faz alguns anos que eu aprendi a não confiar nesse transito de malas. Sempre que tenho tempo vou para a esteira checar se minha mala está lá ou se fez o caminho que deveria fazer. Tempo eu tinha de sobra, então fui para a esteira e não demorou muito para minha mala aparecer por lá. Tinha 8 horas lá no aeroporto e achei prudente não sair para a área comum. Me sentei perto de uma senhora que logo veio falar comigo em um inglês bastante compreensível para uma indiana. Ela me explicou que mora nos Estados Unidos a mais de 25 anos e veio à Índia para visitar a família; havia chegado à mais de três horas, mas tinha medo de pegar taxi sozinha enquanto está escuro e, como eu, achou melhor ficar na parte internacional do aeroporto. Essa senhora me adotou por 8 horas! Me contou sobre sua vida, chamou funcionários do aeroporto para tirar dúvidas sobre como eu chego na parte de vôos domésticos, me serviu meu primeiro Chai, me explicou sobre os costumes indianos e, depois de 8 longas horas, me levou até meu lugar de check in, me esperou entrar  na área de embarque e ficou com lágrimas nos olhos enquanto me abraçava e dava tapinhas não muito fracos no meu rosto (forma um tanto dolorosa de demonstrar carinho aqui na Índia). A essa senhora algo mais do que um “muito obrigada” seria necessário.
O meu último vôo atrasou aproximadamente uma hora. Peguei um ônibus para chegar no avião por uns 10 minutos (isso é muito, acredite!). Primeiro tinham uns aviões enormes, depois de 7 minutos os aviões já estavam bem pequenos e eu pensava: “Ah, coitada da criatura que entrar em um avião desse tamanho!”. Pois bem, meu avião era metade desse tamanho! Vocês não tem idéia da minha cara olhando esse avião! Eu só percebi que estava fazendo cara de pânico quando vi umas três pessoas olhando para mim e comentando. Respirei fundo e entrei no dito cujo. O piloto então avisa: “Desculpem o fato do último vôo, algumas horas atrás, ter sido cancelado! É que a neblina está muito forte! Ainda não temos permissão de decolar mas esperamos que não demore muito!”.  Nesse momento o verdadeiro desespero começou a surgir, mas nada que eu não conseguisse abstrair um pouco. Depois de uns 20 minutos o piloto declara: “Agora já temos a mínima segurança para decolar. Apertem os cintos e uma boa viagem”. BOA VIAGEM? Ah, boa viagem pra tua mãe! Me levanto e falo educadamente para a aeromoça: “Senhora, eu não quero mais viajar aqui não. Vou pegar um ônibus mesmo, obrigada por tudo!”. A resposta? “Ah, queriiida, dá mais não! A gente já vai decolar, corre o bota o cinto!”. Resumo: 45 minutos de desespero profundo! Ensaiei desculpas para justificar todos os meus pecados, escolhi alguns destinos para visitar depois que virar espírito, inventei santo pra rezar! Foi lindo! Mas depois de algum tempo eu vi surgir entre as nuvens algo verdadeiramente bonito. Não, eu não estava morta! Era o pico de uma montanha, a neve estava derretendo um pouco, o sol brilhava por cima das nuvens... Por esse minuto de tranqüilidade e apreciação: muito obrigada.
Depois de quase três dias, eu enfim estava em Chandigarh. Esses três dias me fizeram pensar muito! Eu não estou só, eu sou parte de algo mais do que eu, o mundo é minha casa, a minha vida não é feita de coincidências, nada é! .Entre pessoas que te acordam de um sonho, um judeu que ama meu pais, alguns atrasos que vieram para o melhor, uma mãe indiana, uma montanha fascinante que veio para acalmar, concluo uma coisa que parece contraditória, mas que se mostra real: só é necessário dar ao destino uma chance.E ao final de tudo, agradecer.

E só pra terminar a música:
...mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá...

Menina amanhã de manhã quando a gente acordar...

Muitas pessoas dizem que viajar é sair de sua zona de conforto, eu discordo. Em minha opinião, viajar é aumentar a sua zona de conforto! É fazer de outros lugares a sua casa ! É trazer para você retalhos de outras culturas! É se transformar ao entender porque aquelas pessoas pensam daquela forma! Viajar não é ir para outro lugar, isso é deslocamento. Viajar é se entregar para aquela nova cultura, aquele novo lugar, sem nunca se esquecer de onde você veio.
 Mais vale pegar sua mochila e ir para Barreiros do que juntar sua fortuna para fazer compras em Nova York! Todavia, mais vale ver as incríveis peças de teatro de Nova York do que ir até Barreiros comer o sanduiche de queijo que você trouxe de casa e reclamar da pobreza ao invés de provar a buchada de bode de Seu Rodrigo Juarez e perguntar que tipo de ajuda a comunidade precisa.
Esse blog é escrito por uma mochileira de nascença, que encontra na “viagem externa” um grande canal para “viagens internas”. Aqui pretendo relatar as duas. Pensei muito em que língua escrever esse blog, e resolvi que português é a melhor opção. Muitas pessoas que encontro/encontrarei “nos caminhos” não entenderão, mas pessoas que me estruturaram para que eu fosse capaz de percorrer essas caminhadas só entenderão em português, então português será.
Com os amigos que eu troco email com frequencia costumo colocar como o "assunto" parte de uma música e no fim do email a continuação; daí o nome do blog!
Nesse exato momento estou na Índia como trainee da AIESEC ( www.aiesec.org ) fazendo trabalho voluntário. Se ao ler isso você pensou: “Por que Índia?” está na hora de arrumar sua mochila e aumentar sua zona de conforto.
E só pra terminar a música...
... quero te dizer que a felicidade vai desabar sobre os homens!